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Você se lembra como as marcas se relacionavam com os consumidores nos anos 2000? Certamente não era pelas redes sociais. Telefone era o principal meio de comunicação, quem sabe um email de atendimento para as empresas mais modernas.

 

Então, quando foi que as plataformas se tornaram tão importantes na vida de todo mundo? Ou melhor, como? Ao longo da década, as redes sociais ganharam relevância na vida das pessoas a ponto de influenciarem eleições no mundo todo. Hoje, elas são indispensáveis para qualquer empresa que queira ser relevante.

 

Em vez de ler, que tal ouvir o post? Experimente no player abaixo:

O que mudou de 2010 até aqui? Com essa pergunta em mente, resolvemos fazer uma linha do tempo com a evolução das plataformas que tanto amamos.

A trajetória das redes sociais nessa década

Instagram

O Instagram é uma das redes sociais fruto dessa década, mas muita coisa mudou desde o seu lançamento. Criado em 2010, ele incorporou vários recursos diferentes ao longo dos anos para se manter competitivo – e tem dado certo. É até chocante lembrar como era a interface da plataforma nos anos iniciais e como ela é hoje, não é?

Redes sociais – Instagram em 2011
Foto: Business Insider

Hoje, a rede social tem 500 milhões de usuários ativos e é a menina dos olhos do Facebook. Para falar a verdade, público nunca foi um problema para o Instagram. Uma semana após seu lançamento, o app já tinha 100 mil usuários, e isso só foi aumentando de lá até aqui.

 

A ideia era tão promissora que o FB comprou o Instagram em 2012, dois anos depois de seu lançamento, por cerca de U$ 1 bilhão de dólares. Na época, os criadores já haviam adicionado hashtags à plataforma, lançados novos filtros e opções de borda e até mesmo mudado o logo do app. Entretanto, só era possível compartilhar fotos no formato quadrado (e nada de vídeos!).

Retrospectiva Redes sociais – instagram em 2012
Foto: Business Insider

Os vídeos chegaram ao Instagram somente em 2013, um pouco depois da aba “Fotos com você” no perfil dos usuários. Também foi nesse ano que nasceram as DMs ou Direct Messages.

 

Em 2014, o Instagram disponibilizou novos recursos de edição. Além dos filtros, passou a ser possível ajustar o brilho, saturação, contraste e sombras. A resolução das imagens estava bem melhor, mas a interface ainda era bem diferente da que estamos acostumados hoje.

 

No ano seguinte, a rede social atingiu 400 milhões de usuários mensais ativos. Também foi em 2015 que o Instagram começou com a história de Boomerang. Na época, era preciso de um app à parte para fazer um vídeo de 1s em looping.

 

O fim do feed cronológico chega para todas as redes sociais. Em 2016, foi a vez do Instagram, que passou a usar o algoritmo para entregar as publicações aos feeds dos usuários.

 

Talvez nem todo mundo se lembra, mas também foi em 2016 que o logo do app mudou para o que conhecemos hoje e, pasmem, os stories foram lançados. Sim, a plataforma existiu por 6 anos sem o popular formato efêmero. Não precisamos contar como a ideia foi roubada do Snapchat, não é mesmo?

 

Apesar de já estar mais minimalista em 2015, o Instagram teve uma grande mudança de layout em 2016. Olha só como ele já ficou bem parecido à interface que usamos hoje:

Retrospectiva redes sociais - Instagram em 2016
Foto: Business Insider

Em 2017, o Instagram já tinha 600 milhões de usuários mensais ativos. Na época, vários recursos que conhecemos e amamos já haviam sido lançados, mas muita coisa ainda não havia sido lançada. As fotos em carrossel, por exemplo, surgiram nesse ano.

 

Em 2018, foi a vez do lançamento do IGTV, hoje uma das maiores apostas do Instagram. Nele, é possível publicar vídeos longos de até 10 minutos ou 1h, dependendo do seu número de seguidores. 

 

De lá para cá, os engenheiros da rede social trabalharam sem parar e lançaram diversos recursos. Você pode ver todos os lançamentos de 2019 aqui.

Twitter

No começo da última década, o Twitter já era, de certa forma, famoso. A função de RT já tinha sido incorporada à plataforma, mas uma das principais características da rede social ainda não existia. Até então, só existiam textos e links na timeline. Nada de GIFs. Dá pra imaginar?

 

Foi em setembro de 2010 que o Twitter passou por uma grande mudança e permitiu que os usuários vissem fotos e vídeos na plataforma. Os GIFs ainda demoraram alguns anos – só me junho de 2014.

 

Em 2013, aconteceu um dos episódios mais polêmicos da rede social. O Twitter acabou com a ordem cronológica da rede social, e os tweets passaram a ser mostrados de acordo com sua relevância. Em outras palavras: você entrava e via publicações de 12h atrás (ou mais).

 

Essa foi uma das mudanças mais criticadas pelos usuários, que pediram insistentemente pela volta da timeline cronológica. O passarinho só ouviu essa cantoria em 2018, quando permitiu que as pessoas escolhessem o modo de organização do tweets.

 

Em 2015, o coração embaixo dos tweets deixou de se chamar Favoritos e se tornou o Curtir com a justificativa de que isso tornaria a rede social mais fácil e recompensadora para os usuários.

 

No ano seguinte, o Twitter atingiu 300 milhões de usuários mensais ativos. O lucro da empresa, porém, só chegou em 2018. 

 

Em 2017, a rede social efetivamente tornou a vida dos usuários mais fácil. Os usernames deixaram de entrar na conta de 140 caracteres e, alguns meses depois, o limite de caracteres por tweets dobrou. A mudança foi um choque e deixou muita gente irritada, mas logo passou. Um ano depois da extensão, 99% dos tweets ainda continuava do mesmo tamanho.

 

A grande mudança de 2019 foi o layout. Em julho, o Twitter liberou para todos os usuários sua nova versão. Veja as fotos abaixo e compare as interfaces

Versão antiga. Foto: TechCrunch

 

Retrospectiva redes sociais – Twitter em sua interface atual (2019)
Versão atual. Foto: TechCrunch

 Facebook

O Facebook foi lançado em 2003, então, no começo dessa década, muita coisa já tinha acontecido na vida do app. Em 2010, inclusive, estreou o filme A rede social, que conta a história por trás da plataforma.

 

Nesse ano, houve um redesign na interface e o perfil dos usuários passou a ter informações acadêmicas, profissionais e pessoais, como relacionamentos – mais ou menos como vemos hoje (mas é claro que aconteceram mudanças depois).

 

Em 2011, o Facebook lançou o Messenger e, no ano seguinte, atingiu 1 bilhão de usuários ativos. Também em 2012, como já falamos aqui, a empresa de Mark Zuckerberg comprou o Instagram por U$ 1 bilhão de dólares.

 

Em 2013, a rede social passou a permitir que os usuários editassem não só posts publicados, mas comentários também – funcionalidade que até é hoje é um sonho de quem usa o Twitter.

 

Em 2014, o Facebook completou 10 anos e comprou o WhatsApp por U$ 16 bilhões. Sobre o aniversário da empresa, fundador e CEO fez suas declarações em um post na própria plataforma, é claro. Ainda em fevereiro, a rede social permitiu que os usuários escolhessem entre 64 opções de gênero – se você não entendeu para que tantas categorias, aqui está uma explicação

 

Só em 2015 que os GIFs chegaram à plataforma, quase um ano depois do Twitter. Nesse meio tempo, muitas outras funcionalidades já tinham chegado ou estavam aparecendo: no ano seguinte, foi a vez das reações haha, amei, uau, triste e grr aparecem na timeline dos usuários. 

 

Nessa época, algoritmos e fake news já estavam na boca do povo, e o Facebook já precisava lidar um pouco com suas responsabilidades em relação a isso. No fim de 2016, a empresa anunciou mudanças para tentar combater a viralização de notícias falsas (mas, para falar a verdade, o problema não foi resolvido até agora).

 

A partir daí, o Facebook se envolveu em diversas polêmicas. Em 2017, vazou um documento com as diretrizes da política de moderação da rede social, o que fez com que muita gente cobrasse um posicionamento mais transparente da empresa. 

 

Em 2018, o grande escândalo da vida de Mark Zuckerberg explodiu: o caso Cambridge Analytica. Na época, explicamos em detalhes o que aconteceu, mas, resumidamente: a empresa britânica Cambridge Analytica teve acesso a dados de 50 milhões de pessoas e usou essas informações para influenciar o resultado das eleições dos Estados Unidos em 2016, além do referendo do Brexit no Reino Unido.

 

Esse episódio rendeu diversas consequências para o Facebook, e o fundador e CEO depôs ao Congresso americano ainda naquele ano. Fora esse, a rede social se envolveu em diversos outros escândalos de privacidade em 2018 – e depois disso também.

 

Em 2019, o Facebook defendeu o discurso de que o futuro das redes sociais é privado e investiu muito em seus grupos. Prova disso foi o redesign da interface da rede social, que se tornou muito mais clean e trouxe uma aba apenas para os grupos.

 

Retrospectiva redes sociais – facebook grupos

 

É claro que, além do que falamos, muita coisa aconteceu nos últimos anos. Afinal, de 2010 até aqui é um tempo longo, não é mesmo? O Instagram, Twitter e Facebook evoluiram, mas invariavelmente ainda vão continuar se envolvendo em outros escândalos.

 

É difícil fugir disso quando se vive em um ambiente tão dinâmico quanto a internet e as redes sociais. É preciso estar preparado para as situações que podem acontecer e acompanhar as tendências do momento. Estaremos aqui pra te ajudar com isso na próxima década!

>>> Veja também: A sua marca está preparada para 2020?

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