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Caracterizado pelas replies, hashtags e RTs, o Twitter nem sempre teve essas funcionalidades. Pelo contrário. Esses três recursos, hoje indissociáveis do que a rede social representa para as pessoas, foram manualmente criados pelos usuários.

 

As origens do Twitter são bem diferentes do que a rede social é hoje, sabia? Criada há mais de 10 anos, em 2006, ela mudou bastante ao longo dos anos. É só dar uma olhada em sua primeira interface, quando a plataforma ainda chamava Twttr — uma abreviação no estilo Flickr, Tumblr e Scribd, empresas criadas na mesma época.

 

Como era o Twitter em 2006
Twitter em 2006

 

Mesmo se procurar bastante, você não vai ver os botões de reply e retweet. Eles ainda demorariam um tempo até serem criados pelo Twitter e quem teve a ideia não foi o CEO Jack Dorsey ou ninguém de dentro da empresa, não. Foram os próprios usuários. Ao usar a plataforma no dia a dia, as pessoas foram sentindo a necessidade de realmente conversarem umas com as outras, e não só postar sobre o que estavam fazendo ou pensando. Nascia aí a reply. Muitas vezes, alguém já tinha dito exatamente o que o usuário queria dizer. O conteúdo do tweet, então, era copiado e postado novamente. Nascia o retweet. E com a hashtag não foi diferente.

 

Contamos abaixo a história de cada um desses recursos — e de como a voz dos usuários e consumidores de um serviço tem um peso enorme para as empresas.

Reply

Em 3 de novembro de 2006, o usuário @rsa faz um tweet mencionando o amigo Buzz. A menção, porém, não é como você pensa. O @ e o nome da pessoa estão separados por um espaço. Alguns dias mais tarde, foi a vez de @Hicksdesign fazer a mesma coisa para conversar com o amigo James.

 

 

Em 23 de setembro, foi a vez dos usuários @NeilCrosby, @kapowaz e @rachelandrew fazerem o mesmo. A diferença, entretanto, foi o espaço: dessa vez, ele não existia. O @ estava ao lado do nome de perfil das pessoas.

 

 

Em maio de 2007, o Twitter adotou a ideia: nascia a reply como um recurso oficial, assim como a aba destinada a elas. Em seu blog, eles contam melhor sobre sua criação:

 

Em algum ponto, Twitter-ers criaram seu próprio método para endereçar updates uns aos outros usando o símbolo @. Nós passamos a apoiar esse comportamento fazendo coisas como criando o link “em resposta a”, restringindo as mensagens de resposta apenas às pessoas que estavam na conversa e linkando o @usuário ao perfil. Outra camada de apoio a esse tipo de comportamento foi o recurso que lançamos hoje que coleta os updates direcionados a você — caso você os tenha perdido.”

RTs

Assim como as replies, os Retweets nasceram da cabeça dos próprios usuários. Não existia um botão para replicar tweets. A única maneira de reafirmar o que já havia sido dito por alguém (ou mesmo comentar a frase), portanto, era copiando e colando o post. Foi o que @ericrice fez em abril de 2007.

 

 

A ideia foi se aprimorando e a forma a que estamos acostumados hoje (a manual, pelo menos) se consolidou no formato RT @usuário: “tweet”. O primeiro tweet que se tem notícia a seguir esse modelo aconteceu em janeiro de 2008 — 22 meses antes do lançamento oficial do RT como botão em novembro de 2009.

 

 

Hoje, é possível apertar um botão e ter o conteúdo de um outro perfil republicado na sua própria página. Mais: é possível comentar esse conteúdo, acrescentando seu pitaco ao debate. Mais de dez anos depois de seu retweet artesanal, @ericrice continua usando a ideia — hoje, da forma automática. O melhor? Ele segue debatendo a essência do RT.

Hashtags

Bom, não podemos dizer que um usuário do Twitter inventou a hashtag, afinal, ela é um símbolo que antecede a internet. Seu uso tão presente no dia a dia de todas as pessoas do mundo, entretanto, pode ser de certa forma atribuído à rede social do passarinho.

 

Anteriores ao RT, as hashtags como hiperlinks agregadoras de conversas foram inseridas na plataforma em julho de 2009. A sugestão, porém, aconteceu muito antes: em agosto de 2007, @chrismessina sugeriu o uso do símbolo # em um tweet e, mais tarde, detalhou sua ideia em um post.

 

 

A ideia passou a ser usada por outros usuários vivenciando situações específicas, como o incêndio em San Diego em 2007 e a criação da hashtag #sandiegofire. Isso se repetiu por quase dois anos, até que o Twitter deu o braço a torcer e resolveu adotar o recurso para facilitar a vida dos tuiteiros. Hoje, vemos hashtags até no LinkedIn — de tão inseridas que estão no nosso cotidiano.

 

O que tudo isso significa? Além de contar a história dos princípios do Twitter, a memória de como foram criadas as replies, RTs e hashtags mostram o poder dos usuários. Em qualquer empresa, quem mais entende do produto ou serviço são as pessoas que de fato o utilizam com frequência.

 

Por isso é tão importante ouvir o que o seu consumidor tem a dizer e realmente prestar atenção no que foi falado. Muitas vezes, a resposta para entregar uma experiência melhor não está em uma estratégia milionária e um plano mirabolante, mas na simples conversa com quem é seu cliente. Já pensou nisso? Conta pra gente: @ScupBrasil no Twitter, Instagram e Facebook. 😉

 

>>> Veja também: Ferramentas do Twitter que tornam as marcas mais próximas

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