As redes sociais ocupam cada vez mais o centro do comércio on-line. O que isso significa em termos de riscos e oportunidades para o seu negócio?

Postado por Equipe Scup
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Por Thiago Costa

As vendas no comércio eletrônico brasileiro devem atingir 28 bilhões de reais neste ano, quando o segmento pode superar 50 milhões de consumidores. As projeções foram feitas pela empresa e-bit, especializada em dados da área. Em relação ao ano passado, o volume de dinheiro movimentado pelo setor de e-commerce cresceu nada menos que 25%. O cenário não poderia ser mais animador para quem tem ou pretende ter uma loja virtual.

UM RAIO-X DO MERCADO: A GRANDE FONTE DE INSIGHTS

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O crescimento do setor de e-commerce tem atraído a atenção de grandes varejistas brasileiros e do exterior, como o Grupo Pão de Açúcar. Nas palavras de German Quiroga, CEO da organização, “a ideia é vender de alfinete a helicóptero“. A Amazon, maior varejista eletrônica do planeta, já anunciou sua chegada em terras brasileiras e deixou claro que não venderá só livros. Mas será que o setor ficará dominado apenas pelas grandes empresas? O caso das lojas Magazine Luiza mostra que não. Principalmente por causa do Facebook.

Nona maior rede varejista do país, a Magazine Luiza mantém desde 2011 um canal em que qualquer pessoa pode criar sua vitrine no Facebook ou no Orkut com produtos da empresa e vender a seus amigos. Os usuários que criam suas lojas sociais recebem comissões por cada produto vendido. A novidade rendeu ótimos frutos à Magazine Luiza. “Você sempre ajudou seus amigos a escolher o produto certo e nunca recebeu nada com isso. Agora poderá passar a ganhar”, afirmou na época o diretor de marketing da empresa, Frederico Trajano. Mas, olhando atentamente, para crescer no meio eletrônico os grandes varejistas estão buscando tirar proveito daquilo que as pequenas e médias empresas possuem de melhor: a proximidade social com seus clientes.

Não é novidade que as redes sociais deram uma cara nova ao mais eficaz tipo de marketing: o boca a boca. Agora as recomendações de amigos – e até de desconhecidos – têm poder de influência sobre decisões de compra. É aí que o Social Commerce, ou Comércio Social, desponta como a grande oportunidade de crescimento companhias de todos os portes.

Até agora, o Facebook parece ter conquistado com larga vantagem a preferência dos empreendedores. Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) mostrou que a rede social criada por Mark Zuckerberg é usada por 76% das empresas brasileiras. Em segundo lugar, aparece o Twitter, com 57%, e o YouTube, com 51%. Mas será que as oportunidades das redes sociais estão sendo aproveitadas para o e-commerce?

Para quem já tem presença estabelecida no Social Commerce, o crescimento vertiginoso do mercado pode ser um ótimo momento para avaliar como andam os negócios. O consultor Natan Sztamfater propôs recentemente 10 perguntas decisivas para avaliar como anda sua presença no ramo do comércio eletrônico:

1. Personalização: Minha loja virtual tem diferentes abordagens para os distintos perfis de clientes?

2. Categorização: Os usuários que entraram na loja conseguiram buscar os produtos rapidamente com a definição de departamento, categorias e filtros atuais?

3. Conteúdo: As informações sobre os produtos da minha loja estão claras para o consumidor?

4. Atendimento: O suporte da loja é suficiente para garantir a confiança e satisfação esperada?

5. Segurança: O usuário consegue identificar o seu o e-commerce como um site seguro?

6. Meio de pagamento: Os meios de pagamento estão configurados e foram escolhidos apropriadamente para o tipo negócio e perfil de clientes?

7. Carrinho de compras: Quantos passos tem a finalização da compra no e-commerce?

8. Performance: Qual é a velocidade do carregamento da loja?

9. Teste A/B multivariáveis: Testes multivariáveis são feitos constantemente para melhorar a experiência da loja?

10. Mobile: A loja está preparada para os dispositivos móveis?

COMO DAR OS PRIMEIROS PASSOS NO COMÉRCIO SOCIAL

As ferramentas para quem quer aprimorar suas estratégias em Social Commerce ainda são desconhecidas da maior parte dos empreendedores, especialmente as gratuitas. O site Think Insights, do Google, reuniu dados de consumo on-line em vários países num relatório extremamente útil. Ao observar o caminho do consumo no setor de varejo no Brasil, é possível descobrir, por exemplo, que as redes sociais apresentam papel decisivo no processo de conhecimento e consideração de um produto. As possibilidades de cruzamento de dados são as mais variadas.

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Passou-se o tempo em que, para começar no setor de comércio eletrônico, era preciso contratar um programador, um designer e servidores para a hospedagem da página. A cada dia surgem novos aplicativos para auxiliar na criação de uma loja virtual, especialmente no Facebook, e os custos se tornam cada vez menores para os pequenos empresários. Praticamente tudo tem se tornado mais fácil e acessível com os aplicativos: gestão de pedidos e estoque, criação de catálogos de produtos, cadastro de clientes, relatórios de vendas e sistema de pagamentos. Até o Google tem também buscado tirar proveito da situação com o seu Google Shopping.

FRASE

NOTAS

Por Claudia Gasparini

Ameaça. Em entrevista à revista Meio & Mensagem, Juarez Queiroz, CEO do Globo.com, explicou o que levou a Globo a retirar seus links do Facebook, como discutimos em uma edição anterior de O Monitor. “No caso das Organizações Globo, o Facebook como uma plataforma para distribuição de conteúdo não oferece nenhuma vantagem, muito pelo contrário, traz um risco potencialmente grande, concorrencial, de mercado publicitário”, afirmou Queiroz. (via Meio&Mensagem)

YouPay. Já a partir desta semana, o YouTube pode começar a cobrar de quem assiste a alguns de seus canais. De acordo com o “The Financial Times”, a novidade provavelmente vai incluir 50 canais, cuja visualização custará US$ 1,99 por mês. Ainda de acordo com o jornal, o Google confirmou que pretende criar uma plataforma para trazer conteúdo de qualidade e oferecer aos criadores outra fonte de renda. (via Link)

Publicidade em movimento. Os usuários do Facebook poderão encontrar em seus feeds, a partir de julho, anúncios em formato de vídeo. Com a novidade, o site de Mark Zuckerberg pretende tirar da TV parte da receita de publicidade e garantir uma nova fonte de lucro para seus investidores. (via Fast Company)

Império azul. O Facebook já é uma das 500 maiores empresas do mundo. Foi a primeira vez que a rede social apareceu na lista “Fortune 500”, da revista Forbes, ocupando o 482º lugar. Com um faturamento de US$ 5,1 bilhões, a empresa ultrapassa o Yahoo!, que tem constado na lista há alguns anos. Em um ano, o Facebook ganhou 116 posições. (via Época Negócios)

Novo layout. A cara do Google Maps vai mudar. O site não terá mais a barra lateral e vai mostrar todas as funções no topo do mapa, que aparecerá em tela cheia. Uma das novidades será restringir os resultados da busca a lugares recomendados por seus contatos no Google+ (via Google Operating System)

Telefone acessível. A Nokia acaba de anunciar o lançamento do Asha 501, um smartphone simples, que custará US$ 99 e será vendido em 90 países, entre eles o Brasil. Ao lançar aparelhos de baixo custo, a multinacional finlandesa pretende conquistar espaço nos mercados emergentes. (Via Link)

NÚMEROS

Por Claudia Gasparini

(via Mashable)

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1 bilhão de dólares é o valor que o Facebook estaria disposto a pegar pelo Waze, aplicativo israelense que combina princípios de redes sociais com tecnologia de GPS para sugerir ao usuário a rota de carro com menos trânsito. (via Link)

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100 milhões é o número de licenças para Windows 8 vendidas desde que o sistema foi lançado, há seis meses. Apesar do resultado expressivo, nem todos os usuários estão satisfeitos e uma atualização será lançada para ajudá-los a mexer com o software. (via Bits)

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30% foi quanto o Twitter ajudou a aumentar a disseminação de discurso de ódio em fóruns online segundo um relatório do Simon Wiesenthal Center. (via Link)

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Edição final: Eliseu Barreira Junior

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