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Este ano participamos do Hack Town em Santa Rita do Sapucaí, um evento sobre tecnologia, inovação e empreendedorismo que vem crescendo sua programação a cada ano. Nossa missão era absorver ao máximo o que grandes nomes da área estavam falando sobre o nosso mercado. A boa notícia é comprimos nossa missão com sucesso e voltamos com a bagagem cheia de insights e muito doce de leite mineiro, é claro.

 

Para você entender:

 

O Hack Town acontece há quatro anos e, desde então, é conhecido como o SXSW (South by Southwest) brasileiro — aquele que participamos em Março desse ano, relembre aqui –, pois são várias palestras ao mesmo tempo em diferentes lugares. A cidade que sedia o evento, Santa Rita do Sapucaí, é conhecida como Polo da Eletrônica, pois concentra um grande número de empresas do ramo. Foram três dias de imersão em conteúdos e mão na massa graças aos workshops.

 

Depois de vivenciar essa imersão das novidades tecnológicas, compartilho com vocês 5 insights sobre os assuntos que mais ouvi no Hack Town 2018:

 

#1 Crie produtos e serviços inteligentes

 

Posso dizer que comecei a explorar a programação do festival com o pé direito, porque a primeira palestra que assisti, Como a tecnologia e os novos modelos estão mudando paradigmas (Paula Rizzo, da eIdeias), me mostrou várias ideias legais de como as empresas estão começando a repensar seus produtos e serviços para terem menor impacto na sociedade. Paula Rizzo falou muito sobre uma mentalidade de uso inteligente, sem exageros e desperdício, que se adaptam aos tempos atuais.

 

Palestra do Hack Town 2018
Palestra “Como a tecnologia e os novos modelos estão mudando paradigmas” (Paula Rizzo) | Hack Town 2018

 

Vimos vários exemplos de reciclagem pré consumo, embalagens utilizadas até o final e empresas que estimulam o reuso de de muitas delas. A lição que tiramos de tudo isso é que a tecnologia democratiza as ferramentas e permite criar uma nova forma de agir em sociedade.

 

Isso me fez pensar que, além do impacto social, é fundamental pensar no seu propósito. Na palestra Como criar um Produto Digital de sucesso (Alex Lima, da Work & CO), vimos como as grandes marcas estão sofrendo com o atendimento ao consumidor e estão sendo ameaçadas por startups, simplesmente porque não conseguem oferecer uma experiência boa.

 

Alex Lima mostrou que o segredo está no fato de toda a empresa estar alinhada a um propósito. É preciso entender para onde a empresa está indo e como cada pessoa é essencial para a conclusão de um projeto. A empresa Work & CO, onde ele trabalha, tem como missão criar produtos digitais que as pessoas usam todos os dias. E isso está inteiramente ligado ao bom planejamento e alinhamento de equipe.

 

#2 Coloque à experiência do cliente em primeiro lugar

 

Se você também trabalha com Marketing, você já sabe que experiência é a bola da vez. Não adianta entregar um produto ou serviço para o seu cliente, é preciso entregar uma experiência positiva e memorável, para que ele sempre lembre de você em situações do cotidiano que não estejam necessariamente relacionadas a sua marca. No workshop Como transformar a experiência do seu evento, ministrado pelos organizadores do Tedx Blumenau, recebemos uma chuva de ideias criativas de como oferecer uma experiência aos participantes.

 

É preciso pensar na experiência desde o credenciamento até nos pequenos detalhes do coffee. Como você vai se relacionar com seus participantes? Isso será feito em quais pontos de contato? Você já parou para pensar em como falar com o seu público antes do evento? Como será feita a jornada (tempo de cada bloco, o que cada participante deverá se comportar em cada um deles)? Como você quer ser lembrado pós evento? Tudo isso pode ser mapeado em um Canvas de Experiência.

 

Já na palestra Você já falou com seus usuários hoje?, Richard de Jesus deu várias dicas de como fazer uma abordagem simples e realista para fazer entrevistas com usuários com o objetivo de melhorar produtos e serviços. Lá no Paraná Banco onde trabalha, programadores e designers da equipe descem até a área de atendimento “disfarçados” de estagiários ou funcionários com poucos dias de empresa para conversar com os clientes. É através dessa conversa informal que os clientes falam abertamente sobre sua experiência com o produto — no caso, um aplicativo do banco.

 

“Saia das hipóteses escritas em post-its e vá para a posição de ouvir alguém ativamente.
Jamais pergunte sobre o produto, questione sobre a experiência que ele teve ao usar o seu aplicativo.”

 

#3 Facilitação: o poder de conectar pontos

 

Vou confessar que foi a primeira vez que ouvi sobre o conceito de “Facilitação” — e detalhe: entrei nessa palestra do Hack Town por acaso, porque não consegui lugar na que tinha planejado e não há nada mais legal do que explorar um assunto novo!

 

A palavra facilitação está aparecendo cada vez mais em ambientes corporativos como um novo jeito de liderar pessoas. E não pense que só líderes precisam estudar sobre esse assunto, não. Imagina que legal seria se em grupos ou reuniões existisse uma pessoa que organizasse as conversas de maneira mais engajadora. Ou seja, você pode ser ela! Faça perguntas, estimule diálogos, tenha empatia e faça com que as pessoas criem suas próprias respostas.

 

“Extraia sempre o melhor de todos.

Duas cabeças sempre vão pensar melhor do que uma.”

 

Quem quiser se aprofundar no tema, o palestrante Fabio Amado dá workshop sobre o assunto na escola Perestroika. Eu, particularmente, fiquei com vontade de estudar mais sobre isso.

 

#4 Growth Hacking: a arte da experimentação e testes constantes

 

Uma das palavras que mais ouvi no festival foi Growth Hacking. Afinal, todos que estavam lá queriam ouvir táticas e dicas de crescimento de negócio. No Hack Town quem representou muito bem o tema foi o Raphael Lassance — que por sinal é o criador dos melhores grupos de growth no Facebook, o Growth Hackers Brasil — na palestra Growth Hacking: táticas não convencionais para acelerar negócios. Antes mesmo de dar algumas dicas práticas, Raphael sugeriu para a platéia seguir o modelo T desenvolvimento:

 

Pois é! Nós que trabalhamos com marketing digital devemos explorar muitos conhecimentos, afinal, Growth é a combinação de cada um dos segmentos acima para poder realizar testes constantemente. Raphael falou muito sobre a importância de tirar o “achismo”, o importante é testar e experimentar constantemente. Além disso, é preciso humanizar todo tipo de comunicação porque, no fundo, as pessoas compram de pessoas, e não de empresas.

 

#5 Cultura da empresa

 

Outro assunto que vi/ouvi muito no Hack Town foi a importância de investir em cultura da empresa. Na palestra Como é o ambiente de trabalho das empresas mais inovadoras do mundo, Amanda Reis e Guilherme Oliveira nos mostrou que, ao enxergar o espaço com outros olhos, o trabalho é visto de forma diferente. Por isso que o ambiente de trabalho impacta tanto no relacionamento das pessoas e em como elas estão engajadas com seus projetos.

 

Já na palestra Os desafios da gestão de pessoas na organização de um festival, Leonardo Reis, responsável pela organização do Festival João Rock, frisou a importância da equipe se sentir parte (e até mesmo dona) daquilo que está sendo feito. Além dessa questão do engajamento, é fundamental pensar em uma recompensa para os funcionários depois da entrega de um grande projeto.

 

Se você também participou do evento, compartilhe com a gente a sua opinião e insights!

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