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As fintechs estão transformando o mercado financeiro. Junção das palavras financial e technology, essas startups desenvolvem inovações tecnológicas para facilitar a vida de todo mundo. Elas contam com cartões de débito e crédito, empréstimos, investimentos, planejamento financeiro e praticamente todos os serviços oferecidos por bancos, mas disponibilizados de forma mais eficiente, barata e transparente. Com quase 250 empresas desse tipo, o Brasil foi o oitavo país que mais recebeu investimentos nessa área em 2016: foram US$ 161 milhões, o maior valor na América Latina.

 

Apesar de possuir as mesmas soluções financeiras que os bancos, as fintechs funcionam de maneira diferente. Elas são empresas especializadas, ou seja, costumam oferecer no máximo três produtos. É comum, portanto, usar uma startup diferente para cada serviço. Como tudo é feito pelos aplicativos, os processos são mais rápidos e ágeis — o que diminui a burocracia e o custo das operações.

 

O Customer Experience também é um dos pontos-chave das fintechs: ter um atendimento humanizado e focado nas necessidades das pessoas é um dos objetivos das empresas. A junção de todas essas características, portanto, atrai cada vez mais gente: 74% dos consumidores brasileiros usa os serviços digitais oferecidos pelas fintechs.

 

Você conhece as fintechs brasileiras e os seus diferenciais? Conheça as marcas mais importantes conforme alguns dos serviços oferecidos:

Digital Banking

A queridinha Nubank, antes de se tornar um banco digital, oferecia somente cartões de crédito sem tarifa e com juros inferiores aos dos grandes bancos. Agora a startup segue o caminho para se tornar de fato uma instituição financeira.

 

Criada por Cristina Junqueira, David Vélez e Edward Wible em 2014, é a fintech que mais recebeu investimentos até agora: foram pouco menos de US$ 670 milhões. Apesar de a startup roxinha dominar esta área, existem outras fintechs que oferecem serviços como cartões de débito ou crédito e contas digitais: Neon, Digio, Acesso e Conta Um.

Pagamentos

Esse é o setor de fintechs que mais se desenvolveu e, por isso, concentra o maior número de empresas. Com elas, os pagamentos ficam cada vez mais invisíveis e simples para todas as partes envolvidas.

 

Não só os empreendedores estão investindo em transações digitais: grandes empresas como Google e Facebook passaram a permitir que seus usuários transferissem dinheiro entre si. Algumas das fintechs nessa área são: Asaas, Vindi, RecargaPay e Moneto.

Gestão financeira

Por meio de aplicativos, é possível consultar seu saldo e extrato de contas, categorizar despesas, fazer seu planejamento e verificar sua saúde financeira. Com 3,5 milhões de usuários, o GuiaBolso é a maior startup de gestão financeira. Neste ano, foi uma das fintechs que mais teve investimentos: em outubro, recebeu R$ 125 milhões. Também são fintechs de gestão financeira: Nibo, Equals e Contabilizei.

Empréstimo e negociação de dívida

Esse tipo de fintech oferece empréstimos com taxas mais baixas do que os bancos a pessoas físicas e empresas. Neste ano, a Nexoos foi a única brasileira a ser selecionada no BBVA Fintech Awards, uma premiação que seleciona as melhores fintechs do mundo. Ela utiliza inteligência artificial para otimizar o processo de análise de crédito, o que garante taxas mais baixas. Além dela, existem várias outras: Creditas, Avante e Bom Pra Crédito.

Crowdfunding

O Crowdfunding é uma maneira de arrecadar dinheiro que se consolida cada vez mais — em 2016, as três maiores empresas dessa categoria arrecadaram uma média de R$ 18 milhões cada.

 

Além das grandes Catarse e Vakinha, existem outras fintechs como Kickante e Urbe.Me. As duas startups ganharam as categorias User Experience e Tração, respectivamente, no Fintech Awards Latam 2017.

Investimentos

São startups que tem menos burocracia na hora da análise de crédito. Como tudo acontece online, o procedimento é mais rápido, seguro e cômodo. Elas possibilitam que pessoas menos especializadas no mercado financeiro possam investir nele.

 

Com a ajuda de robôs investidores, essas fintechs oferecem um serviço de qualidade para milhões de pessoas que de outra maneira não teriam acesso a investimentos. São elas: Magnetis, SmarttBot, Monetus e Vérios Investimentos.

Eficiência financeira

As fintechs dessa categoria têm sistemas que barram fraudes online. A Konduto, que neste ano recebeu um investimento de R$ 2,5 milhões, combina técnicas tradicionais da análise de risco com inteligência artificial e monitoramento da navegação do usuário. A plataforma coleta centenas de informações e calcula o risco de fraude em menos de um segundo.

Blockchain e Bitcoin

Com a crescente valorização das moedas criptografadas, essa é uma categoria de fintech que tende a se expandir cada vez mais. A FoxBit, plataforma que une compradores a vendedores de bitcoin, movimentou R$ 250 milhões em negociações em apenas dois anos desde sua criação em 2014.

Câmbio

As fintechs de câmbio realizam negociações no próprio site, com maior comodidade e preços competitivos. São brasileiras: Remessa Online, Meu Câmbio e BeeCâmbio. Seus serviços incluem transferência de dinheiro entre países, compra de moeda e cartões de turismo e comparações entre cotações.

 

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>>> Veja também: Qual é o segredo das fintechs?

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