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As fake news tomaram os holofotes desde as eleições dos Estados Unidos, em 2016. A maioria dos acontecimentos no mundo da tecnologia giram em torno do termo; as alterações no algoritmo do Facebook e a criação da GDPR são dois exemplos de medidas tomadas para amenizar os danos causados pela propagação de notícias falsas. Até mesmo o vazamento de dados da Cambridge Analytica, ano passado, está relacionado ao assunto.

 

Mesmo com essa quantidade de desinformações, as empresas tentam, por meio de projetos, frear a disseminação das notícias falsas. Confira como isso se projeta no Brasil e no mundo.

No mundo

No primeiro semestre deste ano, representantes de grandes empresas de tecnologia, como Facebook, Amazon, Apple, Google, Microsoft, Oath, Snap e Twitter se reuniram com a Inteligência Oficial dos Estados Unidos para discutir a preparação para as eleições legislativas de 2018 no que diz respeito a propagação de fake news, ou desinformações, outra maneira de se referir às noticias falsas.

 

Essa foi a primeira discussão significante entre um grupo amplo de tecnologia e inteligência oficial com pauta nas eleições norte-americanas de 2018. A reunião foi iniciada e sediada pelo Facebook e, segundo três representantes presentes, foi vista como um primeiro passo esperançoso para garantir que a corrida eleitoral deste ano não sofra interferência russa de notícias falsas como aconteceu em 2016.

 

Você pode conferir a cobertura do The New York Times para mais informações.

 

Além disso, nós também lançamos um conteúdo sobre o assunto. Confira nosso ebook Fake News: o impacto das redes sociais nas eleições. É gratuito.

No Brasil

Por aqui, um grupo de 24 veículos jornalísticos investigará as fake news durante as eleições presidenciais de 2018. O projeto tem por nome Comprova e foi inspirado no CrossCheck – uma iniciativa parecida feita nas eleições da França em 2017.

 

O Comprova é um projeto em parceria com o FirstDraft — um centro de estudos da Universidade de Harvard ligado ao Shorenstein Center. No Brasil, o acordo fica sobre a coordenação da Abraji e tem apoio do Projor, além da ajuda financeira da Google e Facebook.

 

O projeto tem data de estreia programada para 6 de agosto e, a partir dessa data, as redações jornalísticas dos veículos participantes passarão a fazer o monitoramento. O objetivo é estudar as redes sociais e checar se os posts mais compartilhados são mentirosos, alterados ou fora do contexto, ou seja, se são fake news. Cada informação que possa estar errada deverá ser avaliada por profissionais de duas redações diferentes.

 

Algumas organizações participantes do projeto Comprova contra a propagação de fake news são: Band, Exame, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Veja e outros. Confira a lista completa neste site.

 

Além disso, o Facebook fez uma publicação dia 24 de Julho sobre as providências tomadas pela rede social para proteger as eleições aqui no Brasil. Confira o texto traduzido.

 

O que você achou do projeto? Conta pra gente: @ScupBrasil no Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn..

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